MEU AMIGO PENINHA

Hoje volto ao computador para escrever um pouco sobre as minhas memórias. O dia é um sábado e faz um dia maravilhoso. Acordei cedo e já fiz minha caminhada pela praia. Lembrei-me ao acordar de um velho amigo, chamado Peninha, um filósofo por vocação e por vida, apesar de nunca ter feito uma faculdade. Esta figura é um leitor voraz de literatura, principalmente filosofia e é um bom papo. Ele entende de tudo um pouco. Passa pela física clássica e quântica, biologia, mitologia, matemática, química, metafísica, etc. e haja papo. Num de nossos encontros conversamos sobre dimensões e fiquei sabendo da teoria das cordas que projeta, se não me engano, a existência de onze dimensões. Entre outros assuntos polêmicos fala da possibilidade de viagem ao tempo, e cita a teoria da relatividade de Einstein. Fala também de assuntos espirituais, passando pelo Budismo, hinduísmo  e chega ao Espiritismo. Para vocês terem uma idéia da genialidade desse amigo, o seu comentário preferido é: você tem um cérebro: coloque-o para funcionar, é realmente surpreendente. Na questão das viagens interplanetárias, ele fala dos buracos de minhoca como meio de se ganhar muito espaço e de fazer viagens curtas de um ponto a outro do universo, explicando que a malha espaço-tempo é encurvada em muitas partes do universo explicando, a partir daí a existência da gravidade, tudo é impelido ao centro da matéria de qualquer objeto cósmico. Explicou que os buracos de minhoca podem ser ativados em qualquer lugar do universo que compreende as três dimensões básicas, acionando-se um lançador ativado por partículas que se juntam por afinidade às partículas super comprimidas daqueles sistemas que se conectam por afinidade a tais caminhos cósmicos. Também fala que podem ser utilizados caminhos alternativos por outras dimensões, nesta situação não deu nenhuma idéia de como fazê-lo, coisa que como nessa explicação, eu não iria entender. Ele acredita como Einstein que a velocidade da luz é a velocidade limite. Mas, o maior gênio da humanidade, em sua opinião,  chama-se Sir Isaac Newton, pois trabalha com a nossa realidade. No entanto, apesar de acreditar na possibilidade de viagens pelo universo, diz-se incrédulo com relação à enorme aparição de discos voadores. Para ele estas visões são de equipamentos fabricados pelo homem, sem que haja muita divulgação. No seu entender são aeronaves mais avançadas em termos de tecnologia, no entanto, ainda não possíveis de serem fabricadas em larga escala, e, destaca, são da iniciativa privada. Os governos não se interessaram em gastos milionários para uma viagem a velocidades pouco maiores que as disponíveis na tecnologia atual. Ele acredita que os seres avançados estiveram no planeta para ajudar a humanidade em épocas passadas. No campo da parapsicologia diz que estes fenômenos são aquilo que passa dos nossos 3% da capacidade cerebral usada pela humanidade. Acho curiosa a sua afirmação de que o homem na antiguidade já chegou a utilizar cerca de 20 % da sua capacidade cerebral. Basta falar da sobrevivência em tempos primitivos, cada dia era um mega desafio. As pirâmides, na sua concepção, são o maior feito da humanidade, para ele aquelas mega construções eram as janelas do planeta Terra para universo. De lá eles se comunicavam e recebiam visitantes extraterrestres. Entretanto, acha que os próprios humanos com o seu comportamento expulsaram os visitantes do nosso planeta. Esses são os seus assuntos favoritos. Outro dia recebi uma carta do amigo super dotado, seu meio preferido de comunicação, informando que ele está estudando física, e, que dentro em breve estará se formando, e, a partir daí poderá estudar assuntos que lhe interessam. Ele confessou que se rendeu a um diploma formal, pois, sem ele, não teria credibilidade alguma. Já era hora, pois o tempo estava passando rápido. Mandei-lhe uma carta convidando-o para vir passar uns dias na minha casa, para que possamos colocar os papos em dia. Algum dia desses terei mais alguma coisa para contar do meu amigo Peninha.